No dia 30 de abril e 01 de maio nós do grupo Saruê apresentamos nos Festejos de Santa Cruz na cidade de Januária, postando aqui algumas fotos para vocês:
O lundu é uma dança composta por uma mescla de culturas, da África herdou a base rítmica, a malemolência e o aspecto sensual, evidenciado pela umbigada, os rebolados e outros gestos que lembram o ato sexual. Da Europa o lundu herdou características como estalar os dedos a melodia e a harmonia, além do acompanhamento musical do bandolim. Essa dança é considerada por muitos a primeira dança afro-brasileira.
A coreografia da dança simboliza um convite feito pelo homem a mulher para “um encontro de amor sexual”, a principio a mulher recusa mais diante a insistência do seu parceiro ela acaba por ceder. Os movimentos usados nessa dança são ondulares e de grande volúpia.
O lundu é uma dança que tem uma forma mansa de dançar e outra “selvagem”, esta ultima com gestos que imitam o ato sexual. Esta dança é como os escravos se davam por casados. Essa dança foi proibida no Brasil por causa das deturpações sofrida no Brasil, mas com o tempo foi ressurgindo de uma forma mais comportada.
O traje que se usa para esta dança e típico da região do Pará, para as mulheres lindas saias longas, coloridas e bastante largas, blusas de renda branca, colares, pulseiras e flores no cabelo. Já para os homens calças brancas e blusas com a estampa das saias das mulheres. As apresentações são feitas com os pés descalços.
Dançar é minha prece mais pura. Momento em que o meu corpo vislumbra o divino, Em que os meus sentimentos tocam o real. Religiosidade despida de exageros, Desejo lascivo, bordado de plenitude. Através de meus movimentos posso chegar ao inatingível! Posso sentir por todos os corpos, Abraçar com todo o coração, e amar com os olhos. Cada gesto significativo desenha no espaço o infinito, Pairando no ar, compreensão e admiração. Iniciar uma prece é como abrir uma porta. Um convite para você, para entrar no meu universo. O mágico contorna minha silhueta, Ao mesmo tempo que lhe toco sem tocar. Nada a observar, só a participar. Esta prece ausente de palavras É codificada pela alma e faz-nos interagir, De maneira sublime e hipnótica. Quando eu terminar essa dança, estarei certa de que não seremos os mesmos.